Enquanto a crise assola o país, refletindo em toda a região norte do Estado, Montes Claros se mantém firme na atração de empregos. A implantação de unidades de produção de cápsulas de café na cidade, que vai passar a ser uma das maiores produtoras do produto no mundo, levou a empresa RPC Embalagens, que produz embalagens de maquiagem para cápsulas de café solúvel, a anunciar a instalação de uma unidade em Montes Claros.
Dirigentes da empresa estiveram reunidos na manhã desta terça-feira (1) com o prefeito Ruy Muniz, quando anunciaram os investimentos de R$ 140 milhões a partir de janeiro de 2015. A previsão é de que a empresa, que será responsável pelas embalagens das cápsulas esteja em funcionamento até janeiro de 2015 na Estrada da produção. A empresa, já presente em 70 países, terá a sua primeira unidade na América Latina.
O mercado de cápsulas de café deverá gerar mais de dois mil empregos diretos no município no próximo ano, o que coloca Montes Claros em uma situação confortável em meio à crise nacional.
Polo Farmacêutico
O Setor farmacêutico também tem se destacado na atração de empresas. O presidente da Hipolabor, Renato Alves, esteve na manhã desta segunda-feira (30) na sede da Prefeitura, onde se reuniu com representantes da ACI, Fiemg e da administração municipal. Renato apresentou um relatório sobre o andamento das obras da fábrica que está sendo construída no Distrito Industrial da cidade, e que deve ser inaugurada em março do ano que vem.
Ele explicou que, quando finalizada, a unidade local da Hipolabor será constituída de um Centro de Distribuição e de uma fábrica de medicamentos genéricos injetáveis e sólidos para uso hospitalar. A Hipolabor estima que irá investir em torno de R$ 100 milhões na unidade de Montes Claros, gerando cerca de 500 empregos diretos, além de 300 indiretos.
De acordo com Renato, Montes Claros foi escolhida para sediar a nova fábrica por ser “altamente industrializada, com uma rede de ensino estruturada e estar muito bem localizada”. Incentivos fiscais municipais, estaduais e federais também pesaram na escolha, ainda segundo o executivo.




